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Amor omnia: Dreyer e Dore O.
IMS PAULSTA 03/12/2025 (quarta) 19h10 Stern des Méliès + Gertrud + apresentação de Lorenna Montenegro 04/12/2025 (quinta) 19h10 Filmes de Dore O. + A travessia + apresentação de Roberta Pedrosa 13/12/2025 (sabado) 17h Filmes de Dore O. + A travessia 20/12/2025 (domingo) 17h20 Stern des Méliès + Gertrud A Sessão Mutual Films de dezembro de 2025 propõe um diálogo entre filmes restaurados do grande cineasta dinamarquês Carl Theodor Dreyer (1889-1968) e da pioneira do cinema experimental alemão Dore O. (1946-2022). De Dreyer, passarão o curta-metragem A travessia ( De nåede færgen, 1948 ) e seu último longa-metragem, Gertrud (1964). De Dore O., serão exibidos seus quatro primeiros filmes solo – Alaska (1968), Lawale (1969), Kaldalon (1971) e Blonde Barbarei (1972) – e Stern des Méliès (1982). Os direitos das imagens que seguem de Gertrud pertencem à Palladium e ao Danske Filminstitut [Instituto Dinamarquês de Cinema], enquanto as imagens dos filmes de Dore O. foram cedidas por Jonathan Nekes (filho da cineasta) e pela Deutsche Kinemathek [Cinemateca Alemã]. Olhe para mim. Sou bela? Não, mas já amei. Olhe para mim. Sou jovem? Não, mas já amei. Olhe para mim. Eu vivo? Não, mas já amei. [Poema lido pela protagonista de Gertrud] *** Eu venho da pintura, era muito mais fácil de realizar, eu não precisava de muito. Para fazer um filme, era necessário ao menos uma câmera, mas também era basicamente isso se você tivesse inovação. Então, com uma câmera emprestada, eu podia expressar coisas que eram definitivamente projetáveis e que também eram cinema, talvez o único tipo de cinema para mim. [Dore O., em uma entrevista com Christian Bau, realizada em 1998] *** Quando um pintor que não é naturalista pinta uma cena, ele não o faz como a vê com os olhos, mas como a vê com os olhos da mente. A cena, como ele a sente e a vê. Na minha opinião, fiz a mesma coisa. [Dreyer, em uma entrevista de 1965 sobre Gertrud] *** Verdade que se cria filmes como uma imagem. Algo lhe atinge. Uma ideia de espaço, um certo movimento da câmera, a pessoa, a luz – algo se desenvolve em torno disso. Uma fragrância pode colocar um filme em movimento. Meu próprio envolvimento imediato leva ao filme, ou seja, uma ideia, uma emoção – sem história, sem roteiro... Um cinema sensual e associativo é meu foco. Conquistar o espaço de dentro + por de trás da tela e nos próprios espectadores. Criar...uma forma de expressão que enfatize tema, ideia + emoção; apenas conquistável através do filme + da projeção + do espectador. Mediação através de imagens – movimento – música – espaço – tempo – o som parece ser a área mais bonita + inexplorada. O olho é o órgão mais importante do ser humano. [Dore O., fragmentos escritos à mão, sem data, que aparecem no livro de 2023 editado pela preservacionista de cinema Masha Matzke Figures of Absence: The Films of Dore O.] *** O primeiro impulso criativo para um filme vem do roteirista, cujo trabalho é dar a ele uma base. Mas, a partir do momento em que se estabelece a fundação poética, é trabalho do diretor dar ao filme um estilo. Os sentimentos e temperamentos que colorem o filme e que despertam sentimentos correspondentes na mente do espectador. Por meio do estilo, ele imprime uma alma à obra – isso é o que faz dela uma arte. Cabe a ele dar ao filme uma face – nomeadamente a sua própria. [Dreyer, no ensaio “Reflexões sobre meu ofício” (“Thoughts on My Métier”, de 1943)] *** Se o cinema não for para a tradução de sonhos ou qualquer coisa que se mostre aliada ao universo dos sonhos, então não existe tal coisa como cinema. [Dore O., citado no folheto do lançamento em DVD dos filmes dela pelo selo Re:Voir, em 2021] *** A Sessão Mutual Films de dezembro de 2025 é dedicada às memórias dos cineastas Corinne Cantrill (1928-2025), Gunvor Nelson (1931-2025), Hartmut Bitomsky (1942-2025), Jørgen Leth (1937-2025), Ken Jacobs (1933-2025) e Michael Roemer (1928-2025); das atrizes Claudia Cardinale (1938-2025), Diane Keaton (1946-2025) e Samantha Eggar (1939-2025); da atriz e montadora de cinema Patrícia Saramago (1975-2025); e do cantor e pianista Andy Bey (1939-2025).
SINOPSES
Programa 1 (2 filmes, 130min): Gertrud Programa 2 (5 filmes, 127min): “Filmes de Dore O.” SUPLEMENTOS “Figuras de ausência: O cinema de Dore O.” “Reflexões sobre o filme Alaska, de Dore O.” “Carl Theodor Dreyer: Cavalheiros espirituais e mulheres naturais” Web site IMS Sessão Mutual Films - Informações e ingressos |
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